Não havia nada de tão grandioso assim. Era ele quem sofria de "pequenince".

Rafael. 23. Rio de Janeiro.


A linha da existência do nós se perdeu a partir do instante em que um outro pronome entrou na história. Ela. Não sabendo que não havia lugar para todos, insisti sem fé nenhuma em uma batalha da qual eu não sairia vencedora. E mesmo sabendo o desfecho, eu lutei. E mesmo sabendo o quão arrasada eu ficaria, eu continuei lutando. Mesmo sabendo da derrota, eu estou aqui ainda, por nós. Por um nós que não existe e talvez nunca tenha existido. Que não passou de uma ilusão feita por mim mesma na esperança de que o meu pensamento se concretiza-se. Agora, só sei que perdi. Perdi a batalha, perdi você. Perdi você pra ela, para esse bendito pronome que tu diz amar. E o que mais dói é saber que eu perdi algo que nem era meu de fato. Nunca foi e também nunca será. Tem outro alguém que tu amas, amor que nunca sentistes por mim.
(Sara Brunelli)

(via mudavel)

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